Autoridades na Maçonaria Brasileira.
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RESUMO HISTÓRICO : - Cadeira 04 - Américo de Campos.

 

Américo Brasílio de Campos – Cadeira 04.

 

Fundador da Loja "América", de São Paulo.- Advogado e Jornalista.

O político e jornalista Américo Brasilio de Campos nasceu a 12 de agosto de 1838, em Bragança Paulista, Província de São Paulo, e faleceu a 20 de janeiro de 1.900, em Nápoles, na Itália, onde cônsul do Brasil.
Diplomado pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1860, foi promotor público em Itú, até 1863. Em 1865, já assumindo plenamente a profissão de jornalista, voltou a São Paulo, onde assumiu a redação do Correio Paulistano, jornal que havia surgido em dezembro de 1831, de propriedade de José Gomes Segurado e que havia sido semi-oficial, defendendo o governo geral da província; esse jornal logo desapareceria, para reaparecer a 26 de junho de 1854, com feição inteiramente moderna, tendo, como seu primeiro redator, Pedro Taques de Almeida Alvim, que seria substituido pelo maçom Quirino dos Santos, até 1866, quando assumira o cargo Américo de Campos, quando a gerência do periódico era entregue a José Maria Lisboa, também maçom.
Em 1866, juntamente com Ângelo Agostini, ele fundou O Cabrião, um semanário crítico e humorístico, que circulou de 30 de setembro a 1866 até setembro de 1867 e que não perdia ocasião de criticar o clero e tudo que a ele fosse relacionado, como é o caso da redação do Diário de São Paulo, de propriedade de Cândido da Silva, que acabaria procesando Américo de Campos, sob a alegação de haver sido ofendida a moral e a religião, com uma caricatura publicada n`O Cabrião a 4 de novembro de 1866.
Como republicano que era, ele iniciou, através das colunas d`O Correio Paulistano, a sua campanha em prol do regime, em 1868. Logo depois, a 9 de novembro do mesmo ano, ele seria um dos fundadores, em São Paulo, da Loja América, que se tornaria um vibrante centro abolicionista e republicano (ele foi iniciado quando estudante de Direito, em São Paulo, provavelmente na Loja "Amizade", cujos arquivos, lamentavelmente destruidos, não permitem comprovação).
Em 1875, com os maçons Rangel Pestana e José Maria Lisboa ele fundaria o jornal A Província de São Paulo (depois O Estado de São Paulo), do qual se retiraria, em 1884, para, juntamente com José Maria Lisboa, fundar o Diário Popular, o qual ele redigiu até 1890, pois, proclamada a República, ele seria nomeado, a 23 de março da quele ano, para as funções de cônsul do Brasil em Nápoles, onde viria a falecer.

(Transcrito do livro "A Maçonaria e o movimento republicano brasileiro" José Castellani - Editora Traço - 1.989 - pág 51 e 52)

 

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